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http://www.nomomento.jor.br/ - Oct 25, 2010 9:13:10 AM - Dec 4, 2004 4:06:49 AM
Making-Off
Em 23 de outubro de 2010
Do Blog de Fábio Campana
O governador eleito, Beto Richa (PSDB), vai enfrentar dificuldades para cumprir suas promessas. Quem diz é o relator do Orçamento do Estado para 2011, deputado Nereu Moura(PMDB), que prevê a necessidade de corte de gastos no início da nova administração.
Ou seja, o paraíso terreno propagandeado por Requião não passava de pura ficção. A arrecadação em 2010 foi menor do que o previsto. E a irresponsabilidade do governo do PMDB que se encerra no dia 31 de dezembro programou despesas e aumento de gastos para o ano que vem com impacto direto nas contas públicas.
Nereu Moura lembra que só o aumento do repasse para o Tribunal de Justiça e para o Ministério Público vai custar R$ 300 milhões a mais no ano que vem ao Estado. Outros R$ 600 milhões serão necessários para os aumentos de salário de policiais, e mais R$ 169 milhões para os fiscais da Receita Estadual. A moçada do PMDB ri da desgraça que programou.
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Do Blog de Ruth Bolognese
O prefeito de Londrina afirma que o senador Osmar Diasainda chora a derrota e por isso culpa os mais próximos. Mas quem esteve em Londrina nos últimos 15 dias do primeiro turno relata que era mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que uma placa de Osmar Dias nas ruas da capital do Café. E era justamente ali, o segundo colégio eleitoral do Paraná, que a candidatura do senador precisava de vigor para compensar a votação de Richaem Curitiba.
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É impressão ou não contaram para o Secretário de Transportes do Paraná, Mário Stamm, que o governo Pessuti termina logo mais em 01 de Janeiro?
Stamm anda investindo em estudos para projetos tão grandiosos, mas tão grandiosos, como auto-pistas, plano viário do Litoral e ponte entre Guaratuba e Caiobá, que nem o futuro governo Beto Richa, PSDB, sabe se terá condições de realizar.
E até agora o Secretário dos Transportes ainda não deu nenhuma palavra, nenhum pio sequer, sobre aquela comissão formada no início do governo Pessuti que iria negociar diretamente com as concessionárias para reduzir as taxas de pedágio no Paraná
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É visível nas expressões, tanto de Dilma Rousseffcomo de José Serra, o esgotamento físico por causa da agenda absurda que os candidatos cumprem nessa fase final da campanha. Serra está cada dia mais cadavérico e Dilma aumenta o número de atos falhos ( … )
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A senadora eleita, Gleisi Hoffmann, PT, explicou, em Londrina, porque a presidenciável Dilma Rousseffperdeu para José Serra na Capital do Café: a proximidade da região Norte com São Paulo, tão presente na cultura local, teria levado o eleitor a optar pelo tucano.
Se você fosse sincera, ooooooh, Gleisi, diria que o período do petista Nedson Michelettideixou traumas irrecuperáveis na população londrinense, que entre o capeta em pessoa e um petista, opta pelo primeiro sob o risco de ir para o fundo dos infernos.
E outro detalhe que Gleisi preferiu colocar no baú do esquecimento é que ela e o marido, o ministro o Planejamento, Paulo Bernardo, participaram das administrações petistas em Londrina, como secretários da prefeitura.
Pelo jeito, não foram muito hábeis em transferir votos para dona Dilma.
Dilma embicou para a vitória?
Em 22 de outubro de 2010
Ainda é cedo para acreditar nisso, a luta será incessante até o final entre os candidatos. Os petistas têm o péssimo hábito de cantar vitória antes do tempo. Não se pode confiar em pesquisas.
Alguns indícios de que DILMA voltou a crescer: ela está aumentando sua distãncia de SERRA no momento em que se acreditava que o tucano pudesse dar a virada fatal e criar um movimento de giro sem volta no parafuso – sem que ninguém pudesse conter a corrente.
Está acontecendo o contrário?
LULA afinou o seu discurso, o programa de TV dos petistas melhorou um pouco. Mas observem que foi a candidata que cresceu. Dilma está se tornando dona da situação, falando ao seu modo, entrecortado, com frases incompletas, sincopadas, jorrando um fluxo de idéias e emoções, mas demonstrando vigor e engajamento, conhecimentos, perspicácia – as qualidades que impressionam e se esperam de quem vai estar no comando.
Dois tiros cairam na água. O primeiro foi do jornalista que confessou ter armado uma rede para acessar dados de notáveis do PSDB. Diz que agiu a pedido de forças ligadas a AÉCIO NEVES! E AÉCIO É DO PSDB! O tal jornalista contou que foi numa fase em que Aécio e Serra se estranhavam por causa da disputa presidencial e Aécio resolveu se defender. Uma história esquisita que complicou o tiroteio de versões. E parece que teve o efeito de mixar em parte a exploração desse assunto.
Os tucanos também se deram mal com aquela bola de papel atirada na cabeça do Serra. O SBT mostrou que não foi nada. Serra resolveu ensaiar uma dramatização e pôs a mão na cabeça várias vezes depois que recebeu o telefonema de um assessor. A Globo aventou que além da bolinha de papel um objeto cilíndrico e sólido teria atingido o candidato. Se foi verdade, não significou muito. Tivemos aquelas declarações incongruentes do médico que o examinou . Ele disse a TV que Serra estava bem, precisava apenas de uma boa soneca. Com o interesse exacerbado da imprensa, o médico chegou a mencionar um edema…. Mas a careca de Serra está lustrosa.
Querem acirrar a campanha e é melhor que ela prossiga sem mortos e feridos.
Há, claro, outros fatores políticos também além de Lula, da melhora do programa de TV e do crescimento pessoal de Dilma. Os EVANGÉLICOS.Desde o começo a Universal estava com Dilma. As outras igrejas – também os católicos – se dividiram no final do primeiro turno e empurraram MARINA. Ao que consta, fizeram um grande acordo com os evangélicos para sepultarem a história do aborto e do casamento gay, em que pese as estocadas do pastor SILAS MALAFAIA, tradicionalmente ligado a Garotinho no Rio de Janeiro e a Serra.
Vai dar Dilma?
Da turma aboletada na pick-up , foi o menos votado (2 milhões 645 mil).
(3 milhões 196 mil). E raspou na trave e foi salvo pelo gongo, com seus 2 milhões 691 mil votos. Alguém já analisou que o PT só cuidou de Gleisi e Requião só cuidou de si. Mas a votação de Requião foi quase a de Osmar.
Osmar tem dito coisas incoerentes sobre a derrota. Quando perdeu para Requião em 2006 alegou que era porque os institutos de pesquisas divulgaram inverdades. Desta vez, culpou o silêncio que Beto impôs aos institutos.
Osmar também quer saber porque foi bem votado em Londrina há quatro anos e agora seu desempenho foi pífio. Ninguém pode dizer com certeza porque cada eleição representa um jogo comparativo na cabeça do eleitor. O londrinense o apoiou contra Requião. Contra Beto, não.
É um lugar-comum – cada eleição é uma eleição.
” – O Osmar participou de dois eventos, mas está mais quieto, mais comedido no segundo turno. O próprio Lula e a Dilma já falaram pessoalmente com ele, e a gente tem convidado para os eventos, mas não tem pressionado. Temos de deixar que ele faça no tempo dele, até porque a gente sabe que o segundo turno já é difícil para quem ganha, porque está cansado, e mais ainda para quem perde. Agora é uma pena, porque o Osmar é muito forte aqui na área agrícola, então seria um diferencial “.