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http://www.nomomento.jor.br/ - Oct 25, 2010 9:13:10 AM - Dec 4, 2004 4:06:49 AM
Onde está o PT?
Em 17 de outubro de 2010Onde está o erro?
No governo do PT os bancos ganham verdadeiras fábulas, nossos capitalistas nunca estiveram tão fornidos, mas há uma dificuldade política visível para os petistas continuarem no poder. Logo eles, que quiseram adocicar a boca dos pobres e dos bilionários, ao mesmo tempo. Política, então, significa incompatibilidade perpétua e o desaparecimento de qualquer traço de unanimidade? É preciso ter um lado, compreender que duas partes jamais se unirão e que deste entrechoque sairá o que interessa? O PT, por mais que faça, será sempre detestado por uma parte. Lula procurou ser amado, é natural num populista de alma generosa, porém a realidade é cortante.Veja-se o caso do Paraná, de tendência conservadora no voto, sempre anti-governo, visceralmente anti-esquerda. O PT escolheu um político de centro, conservador, Osmar Dias, para representá-lo. Este político fez quase 60% dos votos em Londrina quando disputou o governo com Roberto Requião. Agora arrastou-se para atingir a metade. A transmutação de Osmar não foi aceita
Atrás do biombo talvez esteja a noção de que a luta política forma-se de conquistas econômicas, sim, e de qualidades morais, também, emergentes que somos à cata de uma identidade. Se combatesse as oligarquias e os privilégios com a mesma precisão com que levou adiante alguns procedimentos econômicos o PT estaria em condições mais tranquilas? A classe média do Sul, Sudeste, Centro-Oeste lhe daria mais crédito? Na área política o PT hoje é sinônimo de atraso porque defende Collor, Sarney, Jader Barbalho. Não concebe as grandes reformas com o Judiciário, só reafirma velhos privilégios. Ignora o que poderia fazer junto com a Câmara dos Deputados quando se tem maioria parlamentar. Só pensa na volta da CPMF. Não dá trelas à sociedade civil. O PT renunciou ao PT antes de se reinventar, separar o que ficou de bom e ruim das décadas de 60, 70 e 80, anos desta geração que aí está. O projeto de Nação do PT é o bolsa-família? Os jovens chegam num tropel. Eles vêem Dilma. No contraponto, Serra. Vota-se também naquilo que não se admira para afastar-se daquilo que não se ama mais. Pode ser perigoso para os políticos.
(Que falta faz a Lula uma atitude como a de Gabeira quando enfrentou Severino de dedo em riste e que vamos rever aí embaixo, orgulhosamente. Severino, o símbolo do atraso no brasil, e que Lula faz questão até hoje de pegar no colo…).
Quitanda
Em 17 de outubro de 2010
1 – O programa de SERRA na TV é melhor que o de
2 – Dilma caiu na esparrela de discutir VALORES, ao contrário do primeiro turno. Valores são o mote B da campanha de Serra
3 – O mote A é a desconstrução de Dilma. Esta é uma arte que ninguém executa melhor que os tucanos serristas.
4 – Lula não combateu as oligarquias do Nordeste. Aliou-se a elas, assim como FHC. Serra faria o mesmo na hora do aperto? As oligarquias e o PMDB são as meretrizes da política
5 – Dilma disse o que Lula já fez e demorou-se a contar o que fará. Perdeu pontos preciosos para Serra. Ela enfrenta uma campanha pela primeira vez, e uma campanha às vezes tem pouco a ver com o ato de iluminar e esclarecer. São infinitas cortinas, sonhos, esperanças e muitos camarins. Veja-se a hipocrisia do aborto, tratado com osbcurantismo e requintes medievais, ainda que um gravíssimo caso de saúde pública.
Sinceridade e campanha passam longe uma da outra….
Ninguém pode errar
Em 17 de outubro de 2010Lauro Jardim
e DILMA ROUSSEFF estão separados por magra diferença, a julgar pelas pesquisas — um instrumento sempre contestado, mas ainda o mais poderoso parâmetro de aferição de tendências no meio de uma campanha.
Por isso, a quinze dias da eleição, as duas campanhas são obrigadas a pisar em ovos. Qualquer carta mal colocada na mesa pode ser fatal.
Numa hora dessas não adianta apenas ser conservador, imaginando, assim, minorar a possibilidade de erro. Na campanha, como em qualquer batalha, é preciso saber também a hora de ousar. Um equilíbrio nada fácil de ser alcançar.
É o momento de apostar em estratégias novas e consolidar outras já em curso, tudo ao mesmo tempo agora.