Notícia, Opinião e Web Jornalismo
http://www.nomomento.jor.br/ - Oct 25, 2010 9:13:10 AM - Dec 4, 2004 4:06:49 AM
E aí, Duda?
Em 16 de outubro de 2010por Augusto Nunes, veja.com
Grávido de admiração por si próprio, DUDA MENDONÇA achou pouco limitar-se a dizer que estava em Belo Horizonte para cuidar da campanha de Hélio Costa, Patrus Ananias e Fernando Pimentel. Resolveu solidarizar-se com LUIZ GONZÁLEZ, responsável pelo marketing de JOSÉ SERRA, e sobre a vida sofrida dos colegas de profissão. “Marqueteiro não faz mágica”, ensina Duda no vídeo de 1:50. “O que faz é potencializar um candidato”. Gonzales, decidiu o depoente, fazia um trabalho exemplar. O problema de Serra era que desde o começo estava escrito nas estrelas que Dilma Rousseff se elegeria presidente já no primeiro turno.
Duda Mendonça conseguiu perder todas. O eleitorado empurrou a decisão para o segundo turno, Serra mudou a forma e o conteúdo da campanha, os três patrões mineiros naufragaram nas urnas. O profeta está convidado a dispensar-se de mais previsões. O marqueteiro precisa de um descanso. Se gravar meia dúzia de vídeos semelhantes, o pajé da tribo dos marqueteiros vai acelerar a extinção da espécie. Confira
Serra agora há pouco no Calçadão de Londrina
Em 15 de outubro de 2010Um prenúncio de chuvarada e uma multidão de cabos eleitorais e londrinenses entusiastas da campanha de JOSÉ SERRAà Presidência da República recepcionaram o tucano hoje de tardezinha no Calçadão de Londrina. Serra foi ovacionado num clima de “já virou”. BETO RICHAfez o abre-alas e tirou muitas fotos com eleitores. Londrina é sua cidade natal e sua votação na cidade foi arrasadora: 71,8%.
Depois, ao lado de Flávio Arns, Hauly, Gustavo Fruet e Álvaro Dias, enquanto o toró caía, Serra e Beto seguiram para uma reunião com professores no Hotel Sumatra.Mora na Filosofia
Em 14 de outubro de 2010Observações do sociólogo e pesquisador social Bolívar Lamounier, que é ligado a FHC.
“( … ) Dizem que o que atrapalha o Brasil é o seu passado. Isto não é necessariamente verdade. Esta leitura esconde outra premissa, o conceito do bom selvagem de Jean-Jacques Rousseau. O homem é bom, mas a sociedade o corrompe. No Brasil a elite é ruim, mas o povo é essencialmente bom…Nos Estados Unidos a cabeça deles não é Rousseau. É Thomas Hobbes. Para eles, as pessoas são más. É preciso vigiar o comportamento toda hora. É preciso cumprir a lei, porque se não cumprir a transgressão será generalizada. Polícia não tem que achar que as pessoas são boas ou más. A política tem que lidar com as probabilidade de certos comportamentos ocorrerem e se prevenir. Tem é que olhar a transgressão. Achamos que tudo que deu errado no Brasil tem uma origem social em algum ponto do latifúndio, da família patriarcal ou do quer que seja. É ingenuidade. Nós somos uma sociedade de 200 milhões de pessoas, completamente urbana e pobre, é um país diferente ( … ) “
Beto vai ao Palácio
Em 14 de outubro de 2010Revista 1
Em 13 de outubro de 2010Estamos em fase de testes com uma nova ferramenta de conteúdo. Trata-se de uma REVISTA DIGITAL que vai focar imagens e textos de assuntos variados. O material para testes está aí ao lado e foi produzido antes do final do primeiro turno da campanha no Paraná. Decidimos preservá-lo do jeito que foi feito originalmente. Note que havia uma tendência, divulgada à época pelos institutos de pesquisas, de que Dilma seria bem votada no Paraná, o que não ocorreu.
Na capa, PAULO BERNARDO-GLEISI HOFFMANN, o novo casal estelar da política estadual.
Clicando sobre a a foto em view fullscreen o leitor pode ampliá-la em seu monitor. O clic na seta à direita da página é para folhear a revista.
O “Pato Manco”
Em 13 de outubro de 2010de Rogério Galindo, do Blog Caixa Zero
O governador ORLANDO PESSUTIjá se tornou oficialmente aquilo que os norte-americanos chamam de “pato manco”. Ou seja: um político que ainda está no poder mas que, devido à eleição do sucessor, tem seus poderes limitados.
Na reunião de hoje com o governador eleito,BETO RICHA, isso ficou bastante claro. Pessuti anunciou que a lei que cria a Defensoria Pública no Paraná, por exemplo, não recebeu objeção de Richa. Por isso, o projeto segue.
No entanto, em alguns casos, obras que Pessuti havia programado e que dependeriam de continuidade no governo seguinte podem não ter a aprovação do sucessor. Nesse caso, seria tolice começá-las para não terminar.
Richa disse que o que vai e o que não vai ser feito daqui para a frente será negociado pela comissão de transição, que começa a trabalhar assim que se encerre o segundo turno da eleição nacional.
, dá pra levar pro empate – e aí seja o que Deus quiser.
Dilma pode parecer agressiva e acuar seu adversário, como acuou Serra, sem deixar de lado a pretendida “paz e o amor” como marca de campanha? É possível uma Dilma doce e delicada? Ela sempre parece em guarda. Tem o rosto firme e expressão implácável, acentuada pelo bisturi, o que gera excesso de rigidez. E seu coordenador de campanha,
. Na ofensiva. Devolvendo bordoadas. Ela sentiu o golpe de não ter sido eleita previamente. Uma boa frustração pode deixar uma pessoa mais viva e no comando. Temos uma candidata menos acomodada. Pragmáticos peemedebistas assinalam que entre e o PT e o PSDB não existiriam muitas diferenças ideológicas. Será? A diferença estaria na turma de um e outro. A ocupação do poder depois de oito anos produz teia de aranha e perigosas relações. Está na hora de trocar essa turma? Uma turma nova deveria entrar? O eleitor vai dizer o que prefere, mas Dilma, uma vez eleita, poderia prestar um grande serviço a democracia remanejando preventivamente todos os correlegionários de seus cargos na máquina pública. Não é demiti-los, é trocá-los de função. Cargos de confiança, bem entendido, já que nos concursados ninguém põe a mão.
Mudar as cadeiras evitaria a crosta que gera hábitos estranhos.
Quando os tucanos estiverem lá, podia se fazer a mesma coisa, depois de oito anos. Auto-defesa. Do presidente e do país.